quarta-feira, 10 de novembro de 2010

✤ Respostas

Olho para o céu
Como se pedisse uma resposta
Para o que está acontecendo
Estou deitada na grama enlameada
Meus cabelos estão encharcados
E a chuva torrencial que cai sobre mim
Tenta lavar minha alma inutilmente
Mas as feridas são muito grandes
E o sangue que escorre dentro de mim
É impossível de ser removido
A cada minuto vejo mais relâmpagos
Iluminando a noite
A noite escura e fria como aquela
Mas existe uma diferença
Agora estou aqui sozinha
E minhas lágrimas escondidas pela tempestade
São tão dolorosas
Quanto qualquer apunhalada
Que eu poderia ter recebido
Porque elas vêm de dentro
De uma dor impossível de ser curada
Porque a única cura
Para esse mal de que tanto me dói
Você acabou de assassinar

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